Brisa da Tarde | Curtindo a Vida a Dois

5 coisas que eu costumava acreditar

Oi, gente!

Tudo bem com vocês? Aqui está tudo bem!

Quando nós somos crianças, costumamos acreditar em muitas coisas e, quando crescemos, percebemos que o mundo é bem diferente daquilo que pensávamos que existiam. Por isso, resolvi fazer uma lista das 5 coisas que eu costumava acreditar, mas, com o tempo, acabei desacreditando:

1) Papai Noel

Que atire a primeira pedra quem nunca acreditou em Papai Noel quando era criança! Na minha época, eu costumava ver o Papai Noel apenas nos shoppings mais afastados e em comemorações de Natal da cidade. O pessoal de casa, pelo menos na minha infância, não tinha o costume de se vestir de Papai Noel no Natal. Só meu tio que fez isso uma vez quando as minhas irmãs eram pequenas.

Em casa, os meus pais me enganavam dizendo para eu ir a algum lugar (meu quarto, por exemplo) e, quando eu voltava, eles me falavam que o Papai Noel tinha acabado de passar em casa e me deixado um presente embaixo da árvore. Eu ia direto lá, pegava o presente e era exatamente o que eu tinha pedido.

Desilusão: a verdade realmente veio à tona quando eu estava em um shopping em São Paulo com a minha mãe quando eu vi o Papai Noel saindo do banheiro masculino com roupas normais e sem barba. Aí, eu perguntei para a minha mãe: "ué, o Papai Noel não tem barba?". Foi então que ela me disse a verdade sobre o Papai Noel. Fiquei chocada na época, mas me conformei!

2) Fada-do-dente

Sim, eu acreditava na tal da Fada-do-dente! Quando um dos meus dentes caíam, a minha mãe me falava para eu deixá-lo embaixo do travesseiro porque a Fada-do-dente ia pegá-lo de madrugada e, no lugar, me daria um troco. Então, eu colocava o dente embaixo do travesseiro e dormia. De manhã, no lugar do dente, estava um pequeno embrulho de papel-alumínio. Dentro do embrulho, tinha Cz$ 1.000,00 (equivalente a R$ 1,00 hoje).

Era muito "gostoso" perder dentes nessa época!

Desilusão: fiquei sabendo que a Fada-do-dente não era de verdade quando eu acordei, no meio da noite, com a minha mãe levantando o meu travesseiro para colocar o embrulhinho. Aí, eu perguntei a ela o que ela estava fazendo. Ela ficou sem graça me disse que a Fada-do-dente não era de verdade! Falei para ela: "tá bom, vai, cadê minha grana?". 😀 Nem liguei!

O Fada-do-Dente

3) Mundo de fantasia

O mundo de fantasia é muito real quando somos crianças. Os nossos pais nos blindam de tudo quanto é forma para que as coisas pareçam um pouco mais leves.

Como não existiam os canais de desenhos na minha época, as crianças eram obrigadas a assistir o que passava na televisão. Então, eu me lembro de assistir ao jornal e às novelas em casa com a minha família. Muitas coisas que passavam nesses programas eram conversadas em casa de uma maneira que eu conseguisse entender, ou seja, as coisas feias eram, simplesmente, cortadas da explicação.

Desilusão: quando vi aqueles "caras-pintadas" indo para as ruas protestar contra o Collor. Eu achava que o cara era aquele tipo bonitão que gostava de ser o Presidente. Quando vi que não era nada disso, comecei a me interessar um pouco mais sobre o tema e vi que o mundo não era aquele "mundo encantado" que tinham criado para mim!

História-sem-fim

4) Pai e mãe super-heróis

Os meus maiores ídolos sempre foram os meus pais, principalmente quando eu era criança. Tudo o que eles faziam era correto e eles eram super-heróis! Quando somos crianças, nós nos inspiramos nos nossos pais para tudo.

Só quando crescemos, percebemos que eles também são falhos e que, infelizmente, um dia, vão embora. Ninguém é eterno! Não, eles não são como os super-heróis da televisão que têm solução para tudo e nos salvam toda hora. É claro que o amor deles é incondicional e que se colocariam no nosso lugar para não passarmos por problemas, mas, quando crescemos, temos que aprender a nos virar e a cuidarmos dos nossos problemas sozinhos, principalmente quando não estão mais conosco.

Desilusão: acredito que a maior dor que eu tive foi quando a minha mãe adoeceu e precisou de cuidados. Vi que ela era um ser-humano como eu e que, mesmo assim, tentava nos esconder a dor que sentia. Aí, ela partiu! A vida se tornou real! Os problemas se tornaram mais reais! Aprendi, na marra, a me virar e a ser quem sou hoje! Pai e mãe, obrigada por tudo!

5) Todo mundo é bonzinho

Outra mentira que a gente acredita é que todo mundo é bonzinho, principalmente na escola. Os seus coleguinhas são os seus melhores amigos e tudo vai muito bem! A vida é linda e todo mundo é lindo!

Isso muda quando estamos na pré-adolescência. Um começa a querer se sobressair em cima do outro. Aí, o negócio muda! Os bullyings começam e muitas crianças são julgadas porque são gordas, de cor de pele diferente, pobres, magras, altas, usam aparelho, etc.

Desilusão: quando sofri o meu primeiro bullying. Cheguei em casa transtornada! Tinham me xingado por causa do meu peso! Não sabia o que fazer! E foi assim até a adolescência! O bullying me marcou muito, mas ele também me fez crescer para a vida!


Bom, pessoal, é isso! Espero que tenham gostado do post de hoje!

Fiquem à vontade para colocar as suas ideias aqui nos comentários. Vou amar lê-los!

Beijinhos

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