Brisa da Tarde | Curtindo a Vida em Família

A saúde da mulher

Oi, gente!

Tudo bem com vocês?

Hoje, 08 de março, é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Para quem não sabe, essa data foi criada para marcar a luta por melhores condições de vida e de trabalho iniciado pelas mulheres russas em 1917. Percorremos um longo caminho desde 1917, então, é hora de celebrar as mulheres e as suas realizações, mas também de fazer um balanço do modo como os direitos das mulheres são cumpridos no mundo, especialmente o direito à saúde.

Vinte anos após os países terem assinado as suas promessas na Declaração e Plataforma de Ação de Pequim de 1995, as mulheres ainda enfrentam muitos problemas de saúde e devemos nos comprometer novamente a enfrentá-las.

Vejam abaixo 10 das principais questões relativas à saúde das mulheres:

Câncer

Dois dos cânceres mais comuns que afetam as mulheres são os cânceres de mama e cervical. Detectar ambos os cânceres mais cedo é fundamental para manter as mulheres vivas e saudáveis. As últimas estatísticas globais mostram que cerca de meio milhão de mulheres morrem de câncer cervical e meio milhão de câncer de mama a cada ano. A grande maioria dessas mortes ocorre em países de baixa e média renda, onde a triagem, a prevenção e o tratamento são quase inexistentes e onde a vacinação contra o vírus do papiloma humano precisa se concretizar.

Em 2015, em muitos países, o "empoderamento das mulheres" continua a ser um farrapo, pouco mais do que um florescer retórico adicionado ao discurso de um político.

Saúde reprodutiva

Os problemas de saúde sexual e reprodutiva são responsáveis ​​por um terço dos problemas de saúde das mulheres com idades compreendidas entre os 15 e os 44 anos. O sexo não seguro é um importante fator de risco, particularmente, entre mulheres e meninas em países em desenvolvimento. É por isso que é tão importante essa conscientização para os 222 milhões de mulheres que não estão recebendo os serviços de contracepção que elas precisam.

Saúde materna

Muitas mulheres estão agora se beneficiando de melhorias maciças nos cuidados durante a gravidez e o parto introduzidos no século passado, mas esses benefícios não se estendem por toda parte. Em 2013, quase 300.000 mulheres morreram de complicações na gravidez e no parto. A maior parte dessas mortes poderia ter sido evitada se essas mulheres tivessem acesso ao planejamento familiar e a alguns serviços básicos.

HIV

Três décadas após a epidemia da AIDS, as mulheres jovens tem enfrentado novas infecções pelo HIV. Muitas jovens ainda lutam para se protegerem contra a transmissão sexual do HIV e para obterem o tratamento de que necessitam. Isso também as deixa vulneráveis ​​à sintomas da tuberculose, uma das principais causas de morte em países de baixa renda de mulheres entre 20 e 59 anos.

Infecções sexualmente transmissíveis

Já mencionamos a importância da proteção contra o HIV e a infecção pelo papilomavírus humano (HPV), mas também é importante termos consciência da prevenção e do tratamento de doenças como gonorreia, clamídia e sífilis. A sífilis não tratada é responsável por mais de 200.000 natimortos e de mortes fetais precoces a cada ano e pelas mortes de mais de 90.000 recém-nascidos.

Violência contra as mulheres

As mulheres podem estar sujeitas a uma gama de diferentes formas de violência, mas a violência física e sexual – seja por um parceiro ou outra pessoa – é particularmente perversa. Hoje em dia, uma em cada três mulheres com menos de 50 anos sofreu violência física ou sexual por parte de um parceiro. É importante que os profissionais de saúde estejam atentos a esse tipo de violência para que eles possam ajudar a evitar isso e prestar apoio às pessoas que vivenciam essa situação.

Infelizmente, nosso sistema judiciário ainda é muito machista. Já acompanhamos diversos casos de violência doméstica que, nem sequer, foram lavrados Boletins de Ocorrência. O nosso mundo ainda tem muito a evoluir nesse aspecto.

Saúde mental

As evidências sugerem que as mulheres são mais propensas que os homens a ter ansiedade, depressão e queixas somáticas – sintomas físicos que não podem ser explicados clinicamente.

A depressão é o problema de saúde mental mais comum às mulheres e o suicídio é uma das principais causas de morte para mulheres com menos de 60 anos. Ajudar a sensibilizar as mulheres para problemas de saúde mental e dar-lhes confiança para procurar ajuda é vital.

Outras doenças

Em 2012, cerca de 4,7 milhões de mulheres morreram de doenças não transmissíveis antes de atingirem a idade de 70 anos. A maioria ocorreu em países de baixa e média renda. Essas mulheres morreram em acidentes rodoviários, por causa do uso nocivo de tabaco, do álcool, das drogas, de outras substâncias substâncias e de obesidade. Na Europa e nas Américas, mais de 50% das mulheres têm excesso de peso. Ajudar meninas e mulheres a adotar estilos de vida saudáveis ​​é a chave para uma vida longa e saudável.

A obesidade não é um problema exclusivamente feminino, mas é, com certeza, um dos problemas mais preocupantes para as mulheres, além de ser um problema de saúde, mas também de beleza estética. A obesidade traz consigo vários riscos à saúde em um nível mais elevado como a obesidade II e III. A pessoa passa a ter pressão alta, diabetes tipo 2, colesterol, inchaço, fadiga e outros.

A maioria das pessoas obesas são assim devido à má alimentação e ao sedentarismo, complicando, ainda mais, a saúde da mulher. A obesidade pode levar a mulher a ter diversas complicações como câncer de mama, outros canceres, distúrbios menstruais, cólicas, dor de cabeça, osteoporose e outros.

Pesquisas já demonstraram que a alimentação incorreta e a falta de atividade física aumentam os riscos de todas as doenças citadas e não mudar os hábitos compromete o resultado do tratamento. Inicie com um bom plano diário como uma boa dieta para emagrecer e exercícios leves.

Jovens

As adolescentes enfrentam vários desafios na sua saúde sexual e reprodutiva: DST, HIV e gravidez. Cerca de 13 milhões de adolescentes (menores de 20 anos) dão à luz todos os anos. Complicações dessas gravidezes e partos são uma das principais causas de morte para as mães jovens. Muitas sofrem as consequências do aborto inseguro.

Envelhecimento

As mulheres mais velhas podem ter menos direitos a pensões e benefícios, menos acesso aos cuidados de saúde (por exemplo: o valor do plano de saúde) e serviços sociais do que o homens. Além de outras condições de velhice, como a demência, as mulheres mais velhas também têm um maior risco de abuso e, em geral, má saúde.

O mundo tem feito muitos progressos nos últimos anos. Sabemos mais e estamos cada vez melhor na aplicação do nosso conhecimento ao proporcionar às mulheres um bom começo de vida. Houve um aumento na vontade política de alto nível, de acordo com a Estratégia Global para a Saúde da Mulher e da Criança do Secretário-Geral das Nações Unidas. O uso de serviços, especialmente os de saúde sexual e reprodutiva, aumentou em alguns países. Dois fatores importantes que influenciam a saúde das mulheres – nomeadamente, as taxas de matrícula escolar e uma maior participação política – aumentaram em muitas partes do mundo.

Ainda não chegamos lá. Muitas mulheres ainda estão perdendo a oportunidade de se educar, de se sustentar e de obter os serviços de saúde de que precisam e quando precisam. Cabe a todos nós nos darmos as mãos e levantar a bandeira contra qualquer tipo de abuso e risco contra a saúde das mulheres!

Um grande beijo!!!

 Este texto foi gentilmente cedido por Rosi Feliciano.

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