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Bullying: uma prática que deve ser evitada

Oi, gente!

Tudo bem com vocês? Aqui está tudo bem!

Hoje, resolvi falar um pouquinho sobre o fenômeno bullying. Esse termo começou a "virar moda" no início dos anos 2000, mas as suas práticas sempre existiram. Quem nunca foi criticado(a) na escola porque usava aparelho, porque estava acima do peso, porque usava óculos, porque era tímido(a), porque era franzino(a), etc.? Pois é. A prática do bullying existe e precisa ser evitada. Vamos debater este assunto?

bullying

O que é bullying?

É considerada bullying a prática voluntária e reiterada da agressão ou da ofensa. Não pode ser bullying uma agressão ou uma ofensa que ocorra uma única vez. Requer uma reiteração de condutas que geram as consequências.

O bullying ocorre quando uma pessoa de um grupo é um pouco diferente dos demais como, por exemplo, um coleguinha gordinho, outro magrinho, outro que é mais tímido e assim por diante. Como o agressor não tem limites em casa, acha que pode fazer o que quiser com pessoas que são diferentes do que ele considera “normal”.

Então, o agressor se vê no direito de discriminar o colega sem ter nenhum motivo para que se sobreponha àquele que está sendo discriminado. Para o agressor, não haverá consequências ao discriminado porque, na sua visão, não passam de brincadeiras. O bully excede o limite dessas brincadeiras e não se dá conta de que está causando um sério problema psíquico no agredido.

Bullying não é somente um ataque de um estudante contra outro estudante na escola, mas pode ocorrer no trabalho, no bairro onde o agredido mora, ou seja, em qualquer outro lugar que possa dar ensejo à reunião de pessoas. Também não pode ser considerada a prática somente entre crianças e adolescentes, mas também entre adultos.

É importante salientar que a simples prática dos atos acima relacionados não implica necessariamente na ocorrência de bullying. Para tanto, faz-se necessário que seja ultrapassado o limite da simples brincadeira, chegando a se atingir de fato a esfera da violência, seja psíquica ou física. Justamente por não sabermos o limite do outro, é que o comportamento social deve ser adequado, a fim de que todos tenham sua individualidade preservada.

A prática do bullying não faz distinção entre classes sociais ou culturas. Ela se tornou um problema mundial.

Quem são os agressores?

Os agressores apresentam características próprias. São normalmente alunos populares que precisam de outros colegas para agir. Muitas vezes, são valentões que ameaçam suas vítimas para conseguirem obter status perante a turma. São pessoas que se sentem realizadas e reconhecidas com isso.

Em alguns casos, são reprimidos em casa e acabam fazendo o que querem na escola para conseguirem um pouco de atenção e reconhecimento que não têm em casa. Geralmente, sofrem algum tipo de agressão familiar e acabam descontando essas agressões em vítimas que estejam em um patamar menos do que os deles.

agressor

Allan L. Beane, Ph. D., em seu livro Proteja seu Filho do Bullying, lista alguns sinais que caracterizam que determinada pessoa é um agressor. Aqui estão alguns desses sinais:

  • Gosta de se sentir poderoso e no controle da situação;
  • Procura dominar ou manipular as pessoas (ou os dois);
  • Vangloria-se de sua superioridade real ou imaginada sobre os colegas.
  • É popular com outros alunos que invejam seu poder;
  • É impulsivo, se zanga com facilidade e tem pouca tolerância à frustração;
  • Adora vencer, odeia perder e é exibido;
  • Parece obter satisfação ou prazer com o medo, o desconforto ou a dor dos outros;
  • Parece exageradamente preocupado com o “desrespeito” dos outros por ele; compara respeito a medo;
  • Parece ter pouca ou nenhuma empatia ou compaixão pelos outros.

Fatores individuais também influem na adoção de comportamentos agressivos: hiperatividade, impulsividade, distúrbios comportamentais, dificuldades de atenção, baixa inteligência e desempenho escolar deficiente.

Diante disso, conclui-se que, antes de punir, é preciso ajudar tais jovens agressores, instruí-los a não usar a violência como instrumento de defesa e autoafirmação, interromper o ciclo, fazer com que entendam que podem se destacar por suas virtudes.

E as vítimas?

As vítimas também têm características próprias. São pessoas retraídas, inseguras, pouco sociáveis e de baixa autoestima, características suficientes para não se encaixarem em algum grupo. Essas pessoas, normalmente, por terem essas características, não pedem ajuda, pois creem serem merecedores desse sofrimento ou têm medo de retaliação. Assim, sofrem em silêncio porque não têm força para impedir ou cessar esses atos danosos.

De acordo com Allan L. Beane, há três tipos de vítimas: as passivas, as provocadora e as bullies-vítimas. As vítimas passivas são a maioria. Elas não provocam os agressores. São alunos mais fracos e que não sabem se defender. Muitas vezes, são superprotegidos pelos pais e não têm muitos amigos.

Já as vítimas provocadoras podem ser agressivas, especialmente com aqueles que são mais fracos do que elas. Como têm dificuldade para lidar com a raiva, não têm muitos amigos. Elas sempre reagem de maneira negativa ao conflito ou à perda.

Os bullies-vítimas são minoria. São vítimas de agressões em casa ou na escola. São mais fracas do que os “valentões”, mas são mais fortes do que aqueles que as subjugam.

vitima

De acordo com a Psicologia, as vítimas de bullying sofrem consequências seríssimas no que tange a transtornos psíquicos. Muitas das vítimas já têm um problema pré-existente que, muitas vezes, será agravado pelas práticas reiteradas de bullying.

Formas de bullying

De acordo com o autor Gabriel Chalita, em seu livro, Pedagogia da Amizade: bullying: o sofrimento das vítimas e dos agressores, o bullying tem duas formas de expressão, que são:

Bullying direto

É mais comum entre agressores meninos. As atitudes mais frequentes identificadas nessa modalidade violenta são os xingamentos, tapas, empurrões, murros, chutes e apelidos ofensivos repetidos.

Bullying indireto

É a forma mais comum entre o sexo feminino e crianças menores. Caracteriza-se basicamente por ações que levam a vítima ao isolamento social. As estratégias mais usadas são difamações, boatos cruéis, intrigas e fofocas, entre outros. Neste caso, também há o uso de meios de comunicação para denegrir a imagem do ofendido com mensagens de correio eletrônico, torpedos, mensagens em blogs, fotoblogs e sites de relacionamento, sempre anonimamente.

Bom, agora que você sabe o que é bullying, quem são os envolvidos e como ajudar as pessoas ao seu redor, vamos nos unir para tentar acabar com essa prática. O bullying deixa marcas na pessoa que podem contribuir para um problema futuro. Então, cabe à sociedade acabar com essa prática o quanto antes!

Na semana que vem, vou falar um pouco mais sobre esse tema com o foco no Direito. Aguardem!

Espero que tenham gostado do post de hoje e até a semana que vem!

Beijinhos

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