Brisa da Tarde | Curtindo a Vida em Família

Depressão pós-parto

Oi, gente!

Tudo bem com vocês?

Hoje, vou falar um pouco sobre um assunto que muitas mulheres têm dúvidas e que acontece em muitos casos: a depressão pós-parto.

Depressão pós-parto

Depressão pós-parto não é frescura!

Depressão pós-parto é um quadro depressivo que se apresenta na mulher imediatamente após o parto ou até um ano depois deste momento. Os sintomas são caracterizados como tristeza, apatia, desalento e pode ou não ocorrer a rejeição ao bebê.


Causas

As causas fisiológicas mais comuns do quadro depressivo pós-parto são as alterações hormonais bruscas que ocorrem com a mulher, mas existem casos que são apenas emocionais, principalmente nas pacientes que já apresentaram alguma depressão antes ou durante a gravidez ou naquelas que, por fatores diversos, como idade (muito novas ou mais velhas), condição sócio-econômica-cultural.

“Uma paciente em condição financeira prejudicada ou de família desestruturada pode apresentar depressão pós-parto sem causas fisiológicas, sendo um estado puramente emocional. De qualquer maneira, seja o problema físico ou emocional, ele deve ser tratado imediatamente”, alerta a Dra. Mariana Rosário, ginecologista, obstetra e mastologista.


Depressão pós-parto e baby blues

A depressão pós-parto pode ter, como uma das principais características, a rejeição ao bebê, mas pode se apresentar em níveis diferentes.

Depressão pós-parto

“Existe um quadro chamado de Baby Blues, caracterizado por melancolia, sensibilidade amplificada e insegurança que chegam de repente, mas que não causam tristeza no puerpério. Esse quadro tende a passar logo, sem a necessidade de intervenção médica, mas, se os sintomas perdurarem mais do que 30 dias ou forem muito intensos, é importante procurar o médico. Consideramos um sintoma clássico da depressão instalada a rejeição ao bebê, mas o diagnóstico só pode ser realizado pelo ginecologista ou psiquiatra e tratado por ambos”, explica Mariana.

Quando a Micaela nasceu, eu tive Baby Blues por cerca de 20 dias. Eu chorava muito, pensava na minha liberdade "perdida", nas coisas que vivi e que não viveria mais, etc. Foi um momento complicado que precisei de muito apoio do meu marido e da minha família.

Graças a Deus, essa fase passou logo e pude curtir a minha filha.


Apoio familiar

Entre 10% e 15% das mulheres passam pela depressão pós-parto. A duração do quadro depende muito da resposta da paciente à medicação. “Algumas melhoram imediatamente, mas, em casos graves, exige-se até mesmo a internação. O tratamento é feito com medicação e terapia”, ensina.

O apoio familiar é fundamental nos casos depressivos no puerpério. “É preciso entender que a mulher não escolheu estar nesta situação. Ela precisa de carinho e compreensão para superar o momento – e julgamentos só pioram a depressão”, diz a médica.

Obrigada por estar sempre comigo!

Ela finaliza tranquilizando as gestantes: “Não é preciso ter medo de uma depressão aparecer porque existe tratamento para o problema. Fazer um pré-natal completo, ter uma gravidez tranquila, cuidando da saúde e praticando atividade física são as melhores formas de prevenir-se do problema, mas, se ele se manifestar, procure imediatamente apoio médico”.


Bom, pessoal, é isso! Espero que este texto possa auxiliar um pouco mais a vida de quem estiver nesta situação!

Um grande beijo!

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