Brisa da Tarde | Curtindo a Vida em Família

Plano de saúde popular?

Oi, pessoal!

Tudo bem?

O Ministério da Saúde publicou em Diário Oficial da União, em 5 de agosto, a criação de um grupo de trabalho para debater a proposta de “plano de saúde popular”. Segundo o MS, seria um modelo mais econômico e com cobertura limitada, o que poderia diminuir as filas no Sistema Único de Saúde.

Entidades como a Associação Paulista de Medicina veem o projeto com preocupação. “É temerário o andamento dessa discussão porque já tivemos modelos semelhantes no passado e foi extremamente prejudicial para os pacientes”, argumenta o presidente da APM, Florisval Meinão, ao relembrar como se estabeleciam os critérios de coberturas antes da Lei nº 9.656/98, quando não havia formas de controle dos planos, com o prevalecimento do poder de mercado econômico sobre os usuários.

“É uma surpresa desagradável ver a formação de um grupo sem a participação das entidades médicas”, afirma Marun David Cury, diretor adjunto de Defesa Profissional da APM.

Na mesma perspectiva, Marcos Pimenta, assessor da diretoria da Associação Paulista de Medicina, ressalta a não transparência na elaboração do projeto, que restringiu a participação de apenas três entidades para discutir a definição do modelo alternativo – Ministério da Saúde, Agência Nacional de Saúde Suplementar e Confederação Nacional das empresas de Seguros Gerais. “Seria importante ampliar esse grupo, envolvendo representantes médicos, outros prestadores e hospitais. Não está havendo transparência na elaboração de um formato que poderá existir. O Governo alega que é um estudo preliminar, mas desse debate restrito pode se efetivar a proposta”, critica Pimenta.

Direito do consumidor ameaçado

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, também se diz aflita com o andamento da proposta. “É preocupante porque não é admissível que o consumidor perca a cobertura mínima obrigatória que foi conquista com a Lei nº 9656, a partir de 1998. Vai na contramão do que a ANS tem feito”, pondera.

Em reunião realizada em 16 de julho na Associação Médica Brasileira, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que a cobertura menor diminuirá gastos do Governo com o Sistema Único de Saúde, gerando um acréscimo de 20 bilhões de reais para a Saúde, mas, para o presidente da APM, a proposta só garante atendimento básico, “as questões complexas e onerosas serão encaminhadas para o SUS". Maria Inês concorda: “o consumidor se obrigará a enfrentar as filas demoradas do SUS para esses casos específicos”.

Acredito que esse projeto não acrescentará em nada na vida do cidadão que precisa do SUS para ter o mínimo de garantia de saúde. É temerário esse projeto porque poderá elevar o valor dos planos de saúde que estão atualmente no mercado, bem como deixar o SUS muito mais ineficiente do que está hoje. Além disso, como o nosso Sistema Único de Saúde já é bagunçado, provavelmente, a saúde ficaria pior do que já está.

E você, o que acha dessa proposta? Comente abaixo!

Beijinhos

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1 comentário
  • Nana

    Primeiro, polêmica. Afinal, hoje em dia nem o SUS nem os planos particulares funcionam direito (se eu precisar de uma consulta médica no meu plano de saúde, muitas vezes preciso esperar semanas ou até meses para ser atendida). Segundo, perigosa porque o processo não está sendo transparente e os mais interessados -a população – nem sabe o que está acontecendo direito.
    Bj e fk c Deus
    Nana
    http://nanaeosamigosvirtuais.blogspot.com
    Nana postado recentemente…Menos é mais – a saga continua…My Profile

    Responder
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