Brisa da Tarde | Curtindo a Vida a Dois

Por que ser feliz apenas no Carnaval?

Oi, gente!

Tudo bem com vocês? Aqui está tudo bem!

Carnaval: tempo de diversão, de folia e, para muitos, dias de extravasar e de colocar todas suas energias nestes 4 ou 5 dias de comemorações. Muitos se preparam o ano todo para o Carnaval. Roupas, viagens, blocos carnavalescos e todo o aparato do marketing que leva o consumo para esta época do ano.

É uma festa tradicional que movimenta milhões em recursos para a economia do Brasil. Para tantos outros, tempo apenas para descansar e de buscar totalmente o contrário do que muitos desejam: a tranquilidade.

Vivemos um tempo onde tudo sugere uma urgência e uma necessidade de exposição e intensidade. As redes sociais estão aí e como uma vitrine, expõem tudo e todos que nela se colocam e, mesmo aqueles que não se colocaram, são alvos daqueles que tudo fotografam ou filmam.

Será que a felicidade só mora nestes 5 dias do ano?

A reflexão para este tempo é: será que a felicidade só mora nestes 5 dias do ano? Será que, ao final de tanta intensidade e entrega, você se sente completo ou acaba estes dias com a sensação de ter exagerado na dose? Claro que a liberdade e a capacidade de reflexão pertence a cada um. Porém, é importante pensar quais são as consequências no pós-carnaval.

As fantasias assumidas nesta época podem envolver as pessoas com o evento. É como se fosse um tempo de liberdade e de rituais como forma encontrada pela sociedade de esquecer o mundo real e fixar-se num local onde a imaginação impera. É como se uma necessidade fosse imposta e mergulhada nas brincadeiras, na sensualidade, no prazer e num estado de alegria.

A mesma máscara negra que esconde o teu rosto…

Por estarmos em sociedade, um dos aspectos a serem avaliados é a pressão que se faz sobre aqueles que não gostam destas comemorações e, para eles, é sugerido que precisam estar ali, felizes e foliões, com máscaras ou vestimentas típicas, bebendo muito ou fazendo tudo o que é possível em 5 dias.

Por que agir assim?

A atenção que se deve dar então é: por que agir assim? Por que preciso ir ao encontro do que a massa quer e me envolver indiscriminadamente com Carnaval? Se pudéssemos olhar a fundo o que a festa representa, ela vai muito além dos 5 dias de folia.

Comportamentos tipicamente privados são expressos através das fantasias, máscaras e festa. Aquilo que é vergonhoso, que nos causa medo ou desconforto, pelo contexto e pela situação, é favorecido no Carnaval.

Vale uma reflexão para que aquilo que é momentâneo não provoque depois o sofrimento e o arrependimento; para que estejamos atentos àquilo que não condiz com o que somos ou ainda possa ser uma pressão desnecessária do grupo sobre o nosso comportamento. Não deixe de ser quem você é para ser conduzido pela “levada do bloco”.


Espero que tenham gostado da reflexão de hoje…

Beijinhos

Este texto foi gentilmente cedido por Elaine Ribeiro, que é psicóloga da Fundação João Paulo II/Canção Nova.

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