Brisa da Tarde | Curtindo a Vida em Família

Será que somos sexo frágil?

Oi, gente!

Tudo bem com vocês? Aqui está tudo bem!

Hoje, vou falar um pouquinho sobre a vida da mulher e como ela mudou com o passar dos anos. Será que realmente ainda somos consideradas um sexo frágil?


O machismo de algumas décadas atrás

A mulher, há alguns anos, era considerada aquela que devia ser apenas a mãe, a esposa e a dona de casa. Nas décadas de 40, de 50 e de 60, a única diversão da mulher era ler revistas femininas que davam dicas de como ser a mulher perfeita. Como os artigos eram escritos por homens, pois a mulher não trabalhava, o conteúdo deles era extremamente machista.

Veja abaixo algumas "dicas" do Jornal das Moças, da Revista Claudia e da Revista Querida das décadas de 40, de 50 e de 60 (Crédito: Site de Curiosidades):

1 – Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas. (Jornal das Moças, 1957)

2 – Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto. (Revista Claudia, 1962)

3 – A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa. (Jornal das Moças, 1945)

4 – A esposa deve vestir-se depois de casada com a mesma elegância de solteira, pois é preciso lembrar-se de que a caça já foi feita, mas é preciso mantê-la bem presa. (Jornal das Moças, 1955)

5 – Se o seu marido fuma, não arrume briga pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa. (Jornal das Moças, 1957)

6 – A mulher deve estar ciente de que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido às experiências pré-nupciais, mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele a idealizara. (Revista Claudia, 1962)

7 – Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade, ele não irá gostar de ver que ela cedeu. (Revista Querida,1954)


Exemplos de família

A vida familiar era composta do homem, o provedor da casa, a esposa e muitos filhos. Outro dia, conversando com a minha avó sobre a infância e a adolescência dela, ela me contou que o meu bisavô era extremamente autoritário e a minha bisavó tinha um filho a cada dois anos. O homem tinha que ter filhos para provar a sua masculinidade, ou seja, que ele era "varão". Não havia conversa na casa para não atrapalhar a vida da casa, ou seja, quem mandava era o meu bisavô e tudo tinha que ser do jeito dele. A vida era muito difícil.

Por causa desse negócio de ter um filho a cada dois anos e a minha bisavó ser uma moça que tinha gravidezes difíceis, um belo dia, ela descobriu que estava grávida de novo. Então, ela chamou a parteira para conversar e a mesma lhe deu uma receita de um chá abortivo.

Conclusão: a minha bisavó tomou esse chá e acabou falecendo por causa disso, deixando 9 filhos em 1939. Minha avó fala dela até hoje. Era uma moça calada e que vivia para a família. Infelizmente, não soube lidar com essa autoridade do marido. 🙁

Acredito que isso era a rotina de muitas esposas daquela época. O homem mandava, a mulher obedecia e os filhos ficavam quietos.


Girl Power

Com a liberação feminina que ocorreu no meio da década de 60, a mulher teve mais liberdade sobre o próprio corpo e conquistou muitos direitos como, por exemplo, trabalhar em qualquer área e poder ter prazer da maneira que acha ideal para ela.

Infelizmente, a vida da mulher ainda não é fácil. Mesmo estando em cargos altíssimos, ainda sofremos com a diferença salarial, com os assédios no ambiente de trabalho, nos transportes públicos, nas festas, etc., com a desvalorização da mulher em termos de força, etc.

Temos muito que evoluir, mas acredito que nunca tivemos tanto empoderamento quanto hoje. Nós somos vistas e queremos ser vistas. Temos voz e podemos conseguir mais! O chamado "sexo frágil" é extremamente forte porque assumimos diversos papéis ao longo da vida: esposa, mãe, trabalhadora, mulher sensual, motorista, etc.

De frágil não temos nada! A mulher é o sexo mais forte porque consegue fazer muitas coisas ao mesmo tempo!


Ainda temos que mudar…

Infelizmente, ainda vejo mulheres que condenam as outras por serem "liberais demais", que ainda vivem para a família, onde o marido não a deixa trabalhar para cuidar dos filhos. Isso é triste porque a mulher tem que ser o que ela quiser. Filho não é empecilho de nada!

Minha mãe, já na década de 70, trabalhava muito e cuidava das minhas irmãs. Ela nunca deixou de trabalhar para ficar em casa porque sabia que a renda dela, junto com a do meu pai, era essencial para que eles pudessem nos criar e dar uma vida sossegada para todos nós.

Aprendi isso com ela: a mulher tem que ter a sua renda e fazer valer a sua vontade. Ela nos encorajou a estudar e a seguirmos  os nossos sonhos! Batalhar todos os dias tem que fazer parte da vida da mulher!

Sim, nós evoluímos bastante, mas ainda temos muita luta pela frente! Não devemos baixar as nossas cabeças para nenhum homem! Se fôssemos um sexo frágil, não teríamos conseguido mudar a mentalidade da sociedade moderna! Mulher, vá à luta e faça os seus direitos valerem à pena!

Beijinhos e bom final de semana

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